quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Daquilo que eu te peço


Quem sabe foi aí que eu errei, em te avisar que eu tava entrando e te pedir permissão. Vacilei ao perguntar se podia te chamar de amor, ou segurar por um instante na tua mão. Talvez teria sido certo contigo se eu tivesse chegado, assim que nem você, e apoiado os pés em cima dos teus joelhos e usado do teu coração bom. Tivesse te chamado de meu, de outros mil e vinte oito nomes e então esquecido de te ligar numa noite de jogo. Talvez se eu não tivesse te contado minhas histórias de infância, não tivesse falado do sonho em que você apareceu pela primeira vez e das manias da minha irmã, você acharia mais graça em mim e marcaria um jantar à luz de velas. Talvez os e-mails tenham sido muitos, as mensagens compridas demais e o meu falatório repetitivo e enjoativo, te impedindo de se deixar cativar. Ou talvez mesmo, tu goste de tudo isso, nesse teu jeito estranho de ser e gostar e não demonstrar. 
Desisti de entender, só não desisti de você.


"Quando eu te peço um pouco é porque eu quero tudo que pode me dar
Quando eu te peço pra esquecer é porque eu quero te fazer lembrar de tudo que passou
Quando eu te digo que eu não penso é porque eu não paro de pensar
Quando eu tento me esconder é porque eu só quero te mostrar o que eu ainda sou..."
(Segunda feira - Rodrigo Tavares)

Um comentário:

Flavia Milani disse...

você escreve muito bem! amando seus textos :))