terça-feira, 8 de maio de 2018

Hoje eu cozinhei para duas pessoas.

Será que pega mal eu dizer que sinto tua falta em plena terça-feira? Será que é muito cedo pra eu sentir tudo revirado aqui dentro? Ou será que eu to inventando moda querendo por limite em algo tão bonito quanto esse sentimento? 

Dá medo. De estragar tudo, ou ver tudo mudar de um dia pro outro. 



Me deixa falar de hoje, onde teu cheiro ainda tá fresco nas roupas do fim de semana. Hoje eu tenho saudade, vontade de dividir contigo o jantar que eu improvisei e a série que eu comecei. Como que faço se tenho pressa de coisas além do teu corpo no meu?

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Fica tudo bem.

O beijo antes de fechar a porta sempre foi uma das coisas mais dolorosas na despedida. Aquela incerteza, de quanto tempo o até logo se refere. 

Ontem você me levou até a calçada, me abraçou com força. Abriu a porta do carro, me beijou. Ainda com a porta aberta você me desejou boa viagem e me beijou de novo. Meu corpo ensaiou a dor já antes sentida. 


Portas fechadas, afivelei o cinto. Quando olho pro lado, você ainda  lá na calçada. O tchau sem jeito quando o carro começa a andar. Solto um suspiro, pensando que é sorte ter o conforto dos teus olhos nos meus. Teus olhos me falam sem palavras tudo aquilo que preciso ouvir e a dor de outros adeus já não cabe ali. Com teus olhos em mim, fica tudo bem.

domingo, 26 de novembro de 2017

12 de julho de 2016

Acho que no fundo, eu esperava que você se sentisse mal por isso tudo. Queria que você se arrependesse do que fez, comigo, com o que existia entre nós dois. Por algum motivo, que eu não entendo ainda, você não sente nada, não se sente mal, nem arrependido. Assim como você apareceu na minha vida, você escolheu sair dela também. Sem escolhas da minha parte, dessa vez. Eu lutei, contra a necessidade de te deixar para lá, mas talvez agora seja a hora de esquecer e seguir em frente ou em qualquer direção que eu não veja você.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Quase

Eu quase coube no teu colo e teu cheiro me trouxe paz. Até me deixei pensar a que futuro aquele recorte de tempo nos levaria. Eu vivo nos quase, mas dessa vez... eu fui. Eu fui e nem pensei. Se eu soubesse que tinha espaço para aquilo que eu queria no teu querer, mas... se já passou, ficou pra trás também o que poderia ter sido. Por enquanto, lateja o desejo em sincronia com o tiquetaquear do relógio. Eu quero mais, mas quando vou poder? Eu quero mas talvez eu fuja, com a cabeça afogada em lençóis limpos, cúmplices do impulso. Eu que sou grande, me vejo pequena, diminuída pelas projeções de mim. Dessa vez não tem conserto que não o tempo e o jeito é latejar até ele passe.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Notas de Setembro

.hoje eu vi uma flor dentro de mim.

Eu não entendo o silêncio noturno dos pássaros, já que na noite eu me encontro livre para voar mais longe. Eu não entendo a pressa dos peixes, se é a água que corre por mim. Nem sempre eu arrumo a cama quando levanto, pra ver se os sonhos se demoram mais entre os lençóis. Às vezes eu pulo o escovar do cabelos, para as ideias desembaraçarem sozinhas.

Eu tenho visto poesia na vida, cantado canções esquecidas. Confesso que não é fácil ser otimista, muito menos viver no meu tempo. A vida impõe seus próprios ritmos, vira e mexe nos atropela. Quando os pés tomam os lugares das mãos, a gente entende o recado e passa a observar melhor na rotina aquilo que dá pra mudar. Eu estou em mudança, apesar de ainda não conseguir ver a diferença.

As coisas que eu não entendo, eu observo.
Sei que posso questionar, mas se for poesia eu crio a rima que eu quiser.
O que é do outro, não cabe a mim.
A liberdade vai até onde o respeito permite.