terça-feira, 12 de junho de 2018

Às vezes dá medo de te assustar com amor. Então eu vou com calma, te peço licenças ao entrar. Não quero tirar nada do lugar, sabe? Só quero um cantinho pra mim também, isso se você concordar. Eu faço graça dos teus carinhos, mas sinto falta quando tô aqui. Gosto do jeito que tu me toca suave, me puxa pra perto e me envolve com tua pele quente. Eu tô com saudade e ainda falta tanto até sentir teu cheiro de novo. O tempo demora a passar e quanto mais ele passa, mais longe fica o último encontro. Será que tá tudo igual, me esperando? Ou será que demorei demais a voltar? É, às vezes eu me assusto com amor e sinto medo. Então eu vou com calma e guardo um cantinho pra ti aqui também.

terça-feira, 8 de maio de 2018

Hoje eu cozinhei para duas pessoas.

Será que pega mal eu dizer que sinto tua falta em plena terça-feira? Será que é muito cedo pra eu sentir tudo revirado aqui dentro? Ou será que eu to inventando moda querendo por limite em algo tão bonito quanto esse sentimento? 

Dá medo. De estragar tudo, ou ver tudo mudar de um dia pro outro. 



Me deixa falar de hoje, onde teu cheiro ainda tá fresco nas roupas do fim de semana. Hoje eu tenho saudade, vontade de dividir contigo o jantar que eu improvisei e a série que eu comecei. Como que faço se tenho pressa de coisas além do teu corpo no meu?

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Fica tudo bem.

O beijo antes de fechar a porta sempre foi uma das coisas mais dolorosas na despedida. Aquela incerteza, de quanto tempo o até logo se refere. 

Ontem você me levou até a calçada, me abraçou com força. Abriu a porta do carro, me beijou. Ainda com a porta aberta você me desejou boa viagem e me beijou de novo. Meu corpo ensaiou a dor já antes sentida. 


Portas fechadas, afivelei o cinto. Quando olho pro lado, você ainda  lá na calçada. O tchau sem jeito quando o carro começa a andar. Solto um suspiro, pensando que é sorte ter o conforto dos teus olhos nos meus. Teus olhos me falam sem palavras tudo aquilo que preciso ouvir e a dor de outros adeus já não cabe ali. Com teus olhos em mim, fica tudo bem.

domingo, 26 de novembro de 2017

12 de julho de 2016

Acho que no fundo, eu esperava que você se sentisse mal por isso tudo. Queria que você se arrependesse do que fez, comigo, com o que existia entre nós dois. Por algum motivo, que eu não entendo ainda, você não sente nada, não se sente mal, nem arrependido. Assim como você apareceu na minha vida, você escolheu sair dela também. Sem escolhas da minha parte, dessa vez. Eu lutei, contra a necessidade de te deixar para lá, mas talvez agora seja a hora de esquecer e seguir em frente ou em qualquer direção que eu não veja você.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Quase

Eu quase coube no teu colo e teu cheiro me trouxe paz. Até me deixei pensar a que futuro aquele recorte de tempo nos levaria. Eu vivo nos quase, mas dessa vez... eu fui. Eu fui e nem pensei. Se eu soubesse que tinha espaço para aquilo que eu queria no teu querer, mas... se já passou, ficou pra trás também o que poderia ter sido. Por enquanto, lateja o desejo em sincronia com o tiquetaquear do relógio. Eu quero mais, mas quando vou poder? Eu quero mas talvez eu fuja, com a cabeça afogada em lençóis limpos, cúmplices do impulso. Eu que sou grande, me vejo pequena, diminuída pelas projeções de mim. Dessa vez não tem conserto que não o tempo e o jeito é latejar até ele passe.