segunda-feira, 25 de outubro de 2010

A chuva aqui é para lavar.

Estou tentando, de verdade.
Quem sabe se você não fosse tão relâmpago (tão atraente e assustador) tudo isso seria mais fácil.
Cada vez que teu nome é pronunciado sinto aquele choque. Dá vontade de chamar você de meu.
É aí que vem o choque de realidade. O balde de água gelada (daquela que chega a doer).
Nada do que passei foi tão doce quanto nos textos.
Mas já faz dias que não sinto as gotas de chuva no meu rosto.
Pura ironia.
Vontade de chorar, só para combinar com a chuva lá fora.
Eu estou seguindo em frente, deixando que as gotas de chuva lavem minha alma.

Não é você, o problema sou eu - e a chuva em mim.

2 comentários:

Maria Fernanda Probst disse...

Dá vontade de chamar de meu. Dá sim.

Tainá Facó disse...

Na verdade, sem ironias, faz tempo que aqui não chove. E eu preciso, urgentemente, lavar minha alma. Chamá-lo de meu, então...