sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Efeito do Afeto

Ele nem precisa me beijar pra me enlouquecer, o simples contato com aqueles olhos dele já dá pane nos meus sentidos. Ainda mais quando ele me abraça, minha respiração fica pesada e a mente inebriada do cheiro, do toque, do choque. 
Ah ele sabe mesmo como me transtornar com bem menos do que um beijo. Não sei se culpo as palavras que ele fala, as músicas que ele ouve, suas cutucadas, seu sotaque, suas manias ou a incrível habilidade que ele tem de me deixar sem jeito. 
Eu sei é que eu gosto de como ele me acaricia com os olhos, sutilmente, na frente de todos sem ninguém ao menos desconfiar. Eu gosto de como ele (acha que) prevê minhas ações e se surpreende cada vez que eu fujo do protocolo. Gosto de como ele provoca, me chamando de mentirosa, pipoca e piegas. Gosto até quando ele finge não saber que cada palavra é única e exclusivamente escrita pensando nele. Ele finge que me engana, eu finjo que acredito. E assim eu venho assistindo esse afeto crescer de longe, de mansinho. Venho convivendo com a reação do meu corpo à presença dele, às palavras dele, às memórias, aos sonhos. 
Por isso, digo com certo pesar que aqueles lábios nunca beijei. 
Mas se só em me olhar ele já me alucina de tal maneira, tenho até medo do que seus lábios possam fazer...


Um comentário:

Maggie May disse...

por que ainda não beijou!?!?!?!