No fundo sou romântica. Dessas bem água com açúcar, mãos dadas, corações entrelaçados e caminhos cruzados. Sou dessas que espera um príncipe encantado para me despertar desse pesadelo que é viver uma vida sem amor. Do tipo que pede a Deus em toda prece para que a solidão dê lugar a uma vida de alegrias e descobertas, ao lado de alguém que me ame e me ensine a amar. Eu não acho que ninguém seja bom demais ou ruim demais que mereça viver só, sem amor ou carinho.
Qualquer maneira de amor vale a pena. Foi o que aprendi ao longo dos meus (poucos) 19 anos, e mesmo achando que não vivi tudo, acredito que já presenciei muitas formas de amor. Amor que espera, amor que dói, amor que não se explica, amor sem barreiras, amor que fica, amor que se vai, amor que acabou de começar, amor prestes a acabar, amor sem limites, amor-próprio, amor de irmão, de amigo, de amante, de cristão, de pagão, amor demais, amor de menos, quase amor. E mesmo tendo visto de um tudo e mais alguma coisa, eu não desisti. Porque se o Pai do céu me fez como ele, e ele é amor: eu sou amor, me alimento de amor, respiro amor, insisto no amor e não vou desistir, não sem tentar mais uma vez.