sábado, 1 de setembro de 2012

Eu voo em um tempo que não tenho,
não tive,
mas espero ter um dia. 
Para poder beijar os lábios que eu não beijei. 
Culpa da distância, do destino e suas ironias. 
Eu sei que há algo reservado para mim e que não tem jeito de interferir, se for pra ser, será! 
Mas hoje (e sempre) eu rezo, para que ele seja a minha reserva, porque sem ele será difícil continuar.

Blumenau, 25 de Novembro de 2011.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

A sós


Não quero mais fazer promessas para alguém que não me prometa ficar. Alguém que não segure minha mão, não venha me ver, não mande mensagem de boa noite, não me aguente num dia de hiperatividade ou me faça dormir em meio a uma ligação infinita. Eu não quero mais me desgastar, não quero mais sofrer repetidas vezes pelas mesmas coisas, não quero mais me chatear e engolir sapo toda vez que ouço algo que não gostaria.
Eu cansei, pela milésima vez, me esgotei.
Então nem chega perto, se não for pra me acordar com risadas numa manhã de chuva. Não me diz que vai vir, quando você fica mais distante a cada dia. Não me faz feliz se não for pra ser nós. Só me abraça pra deixar meu coração perto do teu e afastar o frio, o medo.
Promete que não vai me abandonar aqui sem um pedaço de mim, sendo mais um talvez na tua vida, não sabendo se amanhã você vai me esquecer, aumentar a distância ou então me dedicar uma poesia ou mais uma canção.
Eu te peço, por favor, não me deixe só;
se não for pra ser só com você.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Mais do mesmo

Eu sempre desejei que tudo fosse mais fácil, mais simples, mais do mesmo.
Queria muito que as tuas respostas para as minhas perguntas, fossem exatamente aquilo que eu quero ouvir e não o que eu sei que você vai me dizer. Queria que tu batesse na porta, dizendo que não aguenta mais de tanta saudade e que precisava do meu abraço tanto quanto precisa do ar para viver. Queria ser, depois da tua mãe, a mulher mais importante para você. Aliás, queria ser vista como uma mulher e não como a menina que tu insistes em dizer que sou. Queria que você risse do que eu falo, quando fosse algo que tivesse graça e que na hora de falar sério você me entendesse. Queria saber conviver com a tua ausência, indiferença e a distância. Queria poder dizer que eu não ligo, que não espero de verdade por tudo aquilo que eu já falei, por mais contraditório que isso possa parecer.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Liberdade emocional

Deixamos de ser duas pessoas que não passavam um dia sem se falar, para sermos praticamente estranhos que se falam seguindo um protocolo. A intimidade que um dia existiu hoje beira o constrangimento que é tocar em qualquer assunto que envolva eu e você. Nem apelidos, lembranças, piadas que costumavam ser tão nossas nos salvam dessa falta de envolvimento atual.
Então eu te esqueço por partes. Deixo teus dedos deslizarem para longe dos meus pouco a pouco, dia após dia. Te boto pra fora como a nuvem de fumaça de um cigarro que eu nem sei porque ainda está aceso. Me previno da tua presença como me protejo de uma epidemia. Meus olhos mal conseguem te enxergar pelos cantos da casa, como costumava acontecer. Apesar de a chuva insistir em molhar meu rosto vezenquando, já não me sinto mais triste por cada lembrança que escorre junto com as lágrimas pela minha face. Não me chateio mais, não me emociono mais e nem quero.
Assim como não queria ver, tudo aquilo que construí à distância desmoronar, sucumbir e se transformar em mais um divórcio com separação de bens. Em que eu sempre fico com as lembranças marcantes e você com aquelas que logo se juntarão com as remotas memórias da infância ou traumas da adolescência. Onde eu guardo tudo embrulhado em papéis de seda e tu amontoas tudo num canto empoeirado.
Não quero mais ser, só não esperava que não ser mais nada seria tão significativo, real, possível e dolorido.
Chove lá fora, uma chuva dessa que lava a alma e carrega tudo o que é vazio de amor. Eu deixo a chuva encharcar, inundar, purificar e te levar para longe. Para junto de tudo aquilo que você fez questão de esquecer, ou fingir que não aconteceu. Eu não sinto mais vontade de chorar, de correr em tua direção, de te implorar amor. A chuva me libertou, como eu nunca imaginei que ela pudesse.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Eu insisto

No fundo sou romântica. Dessas bem água com açúcar, mãos dadas, corações entrelaçados e caminhos cruzados. Sou dessas que espera um príncipe encantado para me despertar desse pesadelo que é viver uma vida sem amor. Do tipo que pede a Deus em toda prece para que a solidão dê lugar a uma vida de alegrias e descobertas, ao lado de alguém que me ame e me ensine a amar. Eu não acho que ninguém seja bom demais ou ruim demais que mereça viver só, sem amor ou carinho. Qualquer maneira de amor vale a pena. Foi o que aprendi ao longo dos meus (poucos) 19 anos, e mesmo achando que não vivi tudo, acredito que já presenciei muitas formas de amor. Amor que espera, amor que dói, amor que não se explica, amor sem barreiras, amor que fica, amor que se vai, amor que acabou de começar, amor prestes a acabar, amor sem limites, amor-próprio, amor de irmão, de amigo, de amante, de cristão, de pagão, amor demais, amor de menos, quase amor. E mesmo tendo visto de um tudo e mais alguma coisa, eu não desisti. Porque se o Pai do céu me fez como ele, e ele é amor: eu sou amor, me alimento de amor, respiro amor, insisto no amor e não vou desistir, não sem tentar mais uma vez.