Eu sempre desejei que tudo fosse mais fácil, mais simples, mais do mesmo.
Queria muito que as tuas respostas para as minhas perguntas, fossem exatamente aquilo que eu quero ouvir e não o que eu sei que você vai me dizer. Queria que tu batesse na porta, dizendo que não aguenta mais de tanta saudade e que precisava do meu abraço tanto quanto precisa do ar para viver. Queria ser, depois da tua mãe, a mulher mais importante para você. Aliás, queria ser vista como uma mulher e não como a menina que tu insistes em dizer que sou. Queria que você risse do que eu falo, quando fosse algo que tivesse graça e que na hora de falar sério você me entendesse. Queria saber conviver com a tua ausência, indiferença e a distância. Queria poder dizer que eu não ligo, que não espero de verdade por tudo aquilo que eu já falei, por mais contraditório que isso possa parecer.
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
quarta-feira, 25 de julho de 2012
Liberdade emocional
Deixamos de ser duas pessoas que não passavam um dia sem se falar, para sermos praticamente estranhos que se falam seguindo um protocolo. A intimidade que um dia existiu hoje beira o constrangimento que é tocar em qualquer assunto que envolva eu e você. Nem apelidos, lembranças, piadas que costumavam ser tão nossas nos salvam dessa falta de envolvimento atual.
Então eu te esqueço por partes. Deixo teus dedos deslizarem para longe dos meus pouco a pouco, dia após dia. Te boto pra fora como a nuvem de fumaça de um cigarro que eu nem sei porque ainda está aceso. Me previno da tua presença como me protejo de uma epidemia. Meus olhos mal conseguem te enxergar pelos cantos da casa, como costumava acontecer. Apesar de a chuva insistir em molhar meu rosto vezenquando, já não me sinto mais triste por cada lembrança que escorre junto com as lágrimas pela minha face. Não me chateio mais, não me emociono mais e nem quero.
Assim como não queria ver, tudo aquilo que construí à distância desmoronar, sucumbir e se transformar em mais um divórcio com separação de bens. Em que eu sempre fico com as lembranças marcantes e você com aquelas que logo se juntarão com as remotas memórias da infância ou traumas da adolescência. Onde eu guardo tudo embrulhado em papéis de seda e tu amontoas tudo num canto empoeirado.
Assim como não queria ver, tudo aquilo que construí à distância desmoronar, sucumbir e se transformar em mais um divórcio com separação de bens. Em que eu sempre fico com as lembranças marcantes e você com aquelas que logo se juntarão com as remotas memórias da infância ou traumas da adolescência. Onde eu guardo tudo embrulhado em papéis de seda e tu amontoas tudo num canto empoeirado.
Não quero mais ser, só não esperava que não ser mais nada seria tão significativo, real, possível e dolorido.
Chove lá fora, uma chuva dessa que lava a alma e carrega tudo o que é vazio de amor. Eu deixo a chuva encharcar, inundar, purificar e te levar para longe. Para junto de tudo aquilo que você fez questão de esquecer, ou fingir que não aconteceu. Eu não sinto mais vontade de chorar, de correr em tua direção, de te implorar amor. A chuva me libertou, como eu nunca imaginei que ela pudesse.
Chove lá fora, uma chuva dessa que lava a alma e carrega tudo o que é vazio de amor. Eu deixo a chuva encharcar, inundar, purificar e te levar para longe. Para junto de tudo aquilo que você fez questão de esquecer, ou fingir que não aconteceu. Eu não sinto mais vontade de chorar, de correr em tua direção, de te implorar amor. A chuva me libertou, como eu nunca imaginei que ela pudesse.
quarta-feira, 11 de julho de 2012
Eu insisto
No fundo sou romântica. Dessas bem água com açúcar, mãos dadas, corações entrelaçados e caminhos cruzados. Sou dessas que espera um príncipe encantado para me despertar desse pesadelo que é viver uma vida sem amor. Do tipo que pede a Deus em toda prece para que a solidão dê lugar a uma vida de alegrias e descobertas, ao lado de alguém que me ame e me ensine a amar. Eu não acho que ninguém seja bom demais ou ruim demais que mereça viver só, sem amor ou carinho. Qualquer maneira de amor vale a pena. Foi o que aprendi ao longo dos meus (poucos) 19 anos, e mesmo achando que não vivi tudo, acredito que já presenciei muitas formas de amor. Amor que espera, amor que dói, amor que não se explica, amor sem barreiras, amor que fica, amor que se vai, amor que acabou de começar, amor prestes a acabar, amor sem limites, amor-próprio, amor de irmão, de amigo, de amante, de cristão, de pagão, amor demais, amor de menos, quase amor. E mesmo tendo visto de um tudo e mais alguma coisa, eu não desisti. Porque se o Pai do céu me fez como ele, e ele é amor: eu sou amor, me alimento de amor, respiro amor, insisto no amor e não vou desistir, não sem tentar mais uma vez.
segunda-feira, 18 de junho de 2012
Outro alguém
Eu pedi para ele ficar um pouco mais comigo. Já que com ele perto, eu não penso tanto em você. Eu pedi mais uma, duas horas, ou uma manhã inteira na companhia dele. Na esperança do fim da saudade e da espera infinita. Não que eu não goste dele, mas até agora ninguém foi bom o suficiente pra substituir você. Talvez por isso eu reze, todo dia para ter você por perto ou então para encontrar alguém, que me faça tão bem quanto você me faz e me queira tão bem quanto você me quer. Um cara assim como você e talvez como ele também. Alguém que possa ocupar esse lugar que meu corpo insiste em reservar para ti e que me transborde. Alguém que alimente essa fome de andar de mãos dadas, dormir abraçadinho, deitar lado a lado só para olhar as estrelas e me ame, sem esperar menos do que reciprocidade, menos do que eu mereço, menos do que eu preciso.
terça-feira, 12 de junho de 2012
Feliz todo-dia-é-dia-de-amar
Feliz daquele que não precisa de data comemorativa para dizer que tem carinho, que ama, que sente saudades. Feliz é quem diz isso todo dia e é retribuído. Feliz, é aquele que tem mais do que um obrigada como resposta e que recebe um "eu também" ou um "abre a porta, vim te ver" como presente. Feliz de quem se dá conta, do tamanho da responsabilidade que é ter o sentimento de alguém em suas mãos e ainda assim sabe dar valor e a devida atenção que o outro merece. Feliz de quem ama sem esperar ser amado, mas é, e isso para ele basta.
E não vem me chamar de mal amada, que não vai colar.
Porque também é feliz aquele que se ama e sabe a hora de se colocar em primeiro lugar.
E não vem me chamar de mal amada, que não vai colar.
Porque também é feliz aquele que se ama e sabe a hora de se colocar em primeiro lugar.
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