terça-feira, 26 de abril de 2016

Não sei se ainda cabe escrever por aqui, mas sinto falta desse escape.
Sei que alguns, sentem falta de fugir para aqui também.

Talvez eu precise me reapresentar, muita coisa aconteceu desde que perdi o hábito de me abrir em palavras e me arriscar em versos de rima pobre. Cabe dizer que esse vazio das palavras, esteve preenchido por amor. Um amor que não me pediu nada, nem me fez promessas. Um amor que eu escolhi viver do jeito que eu achei ser o certo. Eu vivi, ainda vivo, mesmo vendo ele mudar.

As paisagens mudaram, porque não mudaria o amor também? Eu mudei, pelas paisagens, por mim e por que não por amar? Não teve força, não teve pressa, mas teve vontade e entrega. Coisas do amor...

A minha paisagem pela janela voltou a ser a mesma, mas quando olho pra dentro, o que chamei de lar, também mudou. Aqueles que moram aqui, são outros, com os mesmos hábitos e vícios; também com a mesma facilidade de esquecer de tudo e seguir a vida. A janela da espera, voltou a marcar presença, mas dificilmente alguém está lá para responder. Acho que nisso, tudo está igual. Pudera a mudança ter dado sua graça na janela do sentir e tornar mais fácil a distância e a ausência da reciprocidade.

Eu desaprendi a falar sobre certas coisas, mas estou disposta a mudar. Quero falar de tudo, pra não deixar nada meio dito. Quero entender o sentir pelas palavras e encontrar algum sentido em tanta intensidade.

Enfim, voltei... espero que com a mesma facilidade e frequência de antes mas com outras coisas a dizer. Nos vemos por aí, por aqui, sempre que der.

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Ansiedade pt.I

Estavámos nós duas, eu e a solidão. Não era a primeira vez, sei que não seria também a última.
Quando sozinha, tenho a tendência a pensar e analisar demais, qualquer coisa. Às vezes esses pensamentos me levam a algum lugar, mas na maioria das vezes só chego à paranoia.
A ansiedade é uma companhia estranha, tenho percebido suas chegadas cada vez mais. Não sei se prefiro assim ou sorrateira, como costumava ser. É estranho, sinto que perco o controle de coisas que eu nem deveria controlar. De repente respirar fica difícil, conviver inviável e ponderar parece um desafio.
Ninguém entende, mas essa falta de empatia não me causa espanto. Queria voltar a deixar as coisas acontecerem de maneira orgânica sem que isso me gere desespero. Só não consigo, porque aparentemente isso também não está no meu controle.

terça-feira, 28 de abril de 2015

4-free

We keep on making all this plans
Maybe we'll never get to accomplish
I feel sorry for them.

Because we may be broke,
We might won't see that show
And perhaps we'll loose
The chance of a thousand likes.

But we'll always have each other
We'll forever have the stars and the moon
F o r  f r e e.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Florais de ti

Difícil falar muito de ti, para ti.
Sempre em doses tão homeopáticas.
Me deixa falar pouco então 
mas significar muito.

Teve aquele dia, em que a gente se conheceu e eu teimei em esquecer teu nome. Naquele mesmo dia, o repetiste duas ou três vezes. Acho que tu cansaste e na última me disseste um apelido, mas nesse ponto eu já havia decorado até a cor dos teu olhos.
Eu me lembro de ter tido interesse por ti e pelo teu jeito engraçado, apressado de falar. Teve também aquele teu abraço no meio da madrugada e eu achei graça de como tu conseguias deixar meus pés suspensos. Aquele dia em que tu tocaste no violão todas as músicas que eu passei a amar, por culpa tua, sabe? Também teve a tarde em que tu fizeste graça de mim, por eu não saber ver as horas no relógio e eu fingi que me incomodava. No fundo eu adorava o fato de tu prestares atenção em mim.
Depois vieram as ligações e eu odiava porque ficava nervosa e não conseguia lembrar nada do que eu tinha dito. Então teve o dia do teu aniversário, a primeira vez que eu te vi mais inquieto do que eu. Teve também aquela hora eu estava mais perto de ti do que de mim e o beijo foi inevitável. Teve o dia em que o céu ganhou uma nova constelação e um pedaço de mim morreu ao te ver chorar.
Hoje existem os dias em que nos falamos e os muitos outros que espaçam essas conversas. As coisas que não dizemos e as que já não cabem ser ditas. O amor adormecido enquanto a amizade brinca em nossos dedos entrelaçados. As lembranças que eu me permito ter, os textos que eu escolho reler. Aquilo que eu não deixo morrer, porque foi bom, porque foi ruim. Porque foi tudo o que me fez crescer.
I.
Hoje eu chorei baixinho.
Teu lado da cama cheio das lágrimas.

II.
A saudade é traiçoeira, malvada.
A distância também.

III.
E elas te roubaram de mim.
Elas e o Oceano Atlântico.