quinta-feira, 13 de novembro de 2014

As cores



O meu menino tem flores na alma,
Carrega em sua calma um pouco de pressa
E traz na sua alma perfume com cor

Misturamos nossas cores num degradê
Mantendo nossas próprias
Pintando o mundo com o melhor de nós

Meu riso já não é mais solitário
E o choro é colírio que ajusta a vista
Para enxergar esse inédito amor

Reinvento as minhas cores, até as tuas
São mais minhas as manias
E as manhas nas manhãs de primavera

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Novas

"You can see that life's for us to talk about. 
You can leave whenever you want out."


É claro que eu posso falar sobre outra coisa. Posso falar do tempo, da novela, das passeatas, da inflação, de esquerda e direita, de seguir em frente; posso falar por achismo ou então argumentar. Eu posso e eu falo quando quero, mas agora me deixa falar de amor? Ao menos aqui, me deixa falar de sorrisos, abraços, frio na barriga e carinhos? De contagens regressivas, sonhos acordados, crises de ansiedade, da música nova que eu ouvi e me fez sorrir...
Me deixa ser esquisita, achar que a música combina e forma par com o texto, pintar o amor da cor que eu quiser, sentir saudade no meio da noite, me deixa ser clichê? Me deixa inventar amizades incondicionais, amores desiguais, loucuras passionais. E se eu quiser ser a princesa? E se eu quiser o tal do "felizes para quase sempre"? Me deixa ter aqui. Eu só quero acreditar num mundo com mais cores do que a rotina tem me proporcionado. Talvez o amor seja mesmo lindo, ou talvez seja só a vista que eu tenho daqui. Quem sabe o caos seja o amor próprio crescendo. Quem sabe as minhas cores estão desbotando para que eu possa me pintar de novas cores.

Mas mudando de assunto, o que te fez sorrir hoje?


quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Nosso amor próprio



Meu amor,

Hoje decidi que vou te ouvir mais. Sabe quando você opina sobre meus trabalhos e eu faço ouvido de mercador? Não vai mais acontecer. Hoje recebi um elogio, que me deixou muito feliz. Foi por você ter pentelhado tanto que fiz do jeito que foi e recebi o elogio que recebi. Então eu te amo mais, sabendo que você vê o melhor que tenho para oferecer em coisas que eu não consigo enxergar. Você me vê como uma colcha de pequenos adoráveis retalhos. Como não admirar, alguém que ama quem sou e aquilo que construí? Então prometo, amor, vou te ouvir mais. Pra te amar mais, por fazer com que eu me ame tanto.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Lembranças, sonhos e saudades


Quantos momentos, uma cama pode guardar?
E duas, juntas, quantas histórias nossas teriam para contar?

Teve a primeira noite, onde eu mal ouvia os carros, já que o bater apressado do teu coração me serviu de cantiga de ninar. As manhãs em que a cama fez as vezes de tatame e deu lugar a lutinhas desengonçadas onde as risadas cresceram para gargalhadas e se transformaram em falta de ar. Teve aquela em que nossos corpos quentes dispensaram os cobertores e escondemos segredos por debaixo do colchão. Teve aquela vez em que eu fui tua pela primeira vez, com a respiração pesada e o corpo tenso. Teve a noite onde a cama de solteiro, serviu para eu, você e os cães; a alegria de ver que na manhã seguinte eles ainda estavam lá. Nas noites em que nossos corpos se permitiram uma dança cega de divisão do espaço, do calor, do carinho.

Hoje tem a saudade, que ocupa a outra metade da cama. Tem a vontade de voltar a me vestir do teu abraço. Encostar cada pedacinho da minha pele na tua e te sentir por completo. Deixar você ser a curva maior da concha, torcendo para no meio da noite acordar morrendo de calor, ou preocupada de teu braço ficar sem circulação. Sussurrar mais uma vez ao teu ouvido, sobre meu amor, sobre a saudade antecipada, sobre a despedida a contragosto. Deito a cabeça, esperando em sonho encontrar você. Peço que o descanso diário, me traga a paz que preciso para esperar. Acordo cheia de lembranças, daquilo que não consigo (e nem quero) esquecer.


quinta-feira, 17 de julho de 2014


"so you just need to breathe 
to feel my heart against yours now"


No meio de uma coisa louca chamada vida, encontrei alguém tão inquieto quanto eu. Alguém que entende meus limites e respeita minhas manias. Que consegue achar graça na minha ansiedade e ironicamente ser a cura para ela. Alguém que me ama sem palavras, mas com um jeito único de demonstrar. Eu aprendi a compreender que existe uma maneira de amar pra cada pessoa e que não posso esperar nunca o amor ser recíproco para me entregar por completo. No meio de uma coisa louca chamada vida, eu encontrei outra mais louca, chamada amor.