sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Invisível

Desculpa se me despeço cedo. É que tu inundas tanto meus pensamentos que fico até constrangida. Então me perdoa, se eu te desejo uma boa noite, te beijo a face virtual e me faço invisível. Perdoa as noites que eu passo em claro, pensando em como te dizer tudo aquilo que na tua presença eu não consigo. Desculpa se evito a cama gelada, espaçosa, vazia; refúgio dos sonhos em que nós somos e tu me tomas em teus braços e me dedilhas com a mesma paixão com que tocas teu violão. Chego a ficar sem saber se tu me levas a sério nessa história de querer-te perto. Só até que tu me chames por qualquer um dos apelidos que tu já me destes, mandes eu me cuidar e prometes me encontrar perto daquela ponte que já chamo de nossa. Onde agora, tu me esperas provavelmente.
Enquanto eu escrevo pra ti tudo aquilo que não consigo falar.

Cheia de você.

                                                                                          weheartit

Como pode ser possível que tu tenhas essa sede toda, exatamente quando o meu maior desejo é me esvaziar? Eu ando tão cheia que meu eu tem transbordado. Agora eu me vejo em todo lado e em cada canto. Falta um tanto de você aqui. Então só por hoje eu não me importo, meu bem. Que tu te embebedes, que tu me bebas, gole depois de gole, gota após gota. Até que eu esteja metade cheia, metade vazia. De você, de mim.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Doce ilusão

Texto empoeirado escrito em 14/06/2011.

Ele mirou para o céu e prometeu que me levaria para ver a lua. Eu me entreguei, nem palpitei no caminho e fiquei ali, estática, capturando cada momento. Ele parecia ter planejado tudo, muito tempo atrás. Mas eu nem pensei em questioná-lo. Eu sabia que cada volta que as rodas faziam era em direção à felicidade e ser feliz ao lado daquele homem era algo muito além de tentador. Um lugar encantador, estrelas no céu, o luar e os carros tão pequenos lá distantes. Ele me aqueceu a alma, beijou a boca, acariciou meus cabelos. Apesar de me chamar de amiga naquela noite ele me amou, como nunca antes e como nunca mais.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Vivo de sonhar

Explico aqui a razão dos cinco minutos extras que imploro toda manhã.
O porquê de tanto sono, o motivo das minhas noites durarem mais do que deveriam.
São estes sonhos que venho tendo.
Que me dão a chance de viver momentos perdidos.
Ultimamente eu sonho querendo ver uma vez mais teu rosto.
Nesses sonhos eu nem penso em acordar.
Pelo menos não até que eu forje um toque, um beijo, um cheiro.
Enquanto isso eu adio a manhã. 
Porque a noite me traz você, diminui as distâncias.
Fica aqui, então.
Só agora, só mais cinco minutinhos.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

O adeus que eu não disse.

Eu precisava vir aqui e te contar que eu nunca soube dizer adeus. Detesto despedidas. Porque o não estar dói mais do que o não ter. E tenho estranhado demais essa ausência tua ao meu redor, mas ainda assim você consegue estar mais presente do que nunca. Nos meus livros, nas músicas, suspiros, filmes, tardes solitárias e outros negócios. Teu rosto não me sai da cabeça, tua voz ainda ecoa em meus ouvidos. Apesar da distância tu ainda me deixas sem graça, logo eu, que sempre me achei tão segura de mim. Volta e meia eu me vejo perguntando porquê. Por qual motivo teria meu corpo adiado essa reação? Porque deixou que eu descobrisse só agora todas as coisas que me ligam mais e mais a ti? Será que tu também sentes assim, guri? Talvez tenha sido por isso que eu evitei o adeus, sabe? De alguma forma eu sabia que eu precisaria te ver de novo. Assusta, o não estar e essa tua ausência berrando todo dia. Eu sei que em breve tu virás e acalmarás tudo. Eu sei, o breve nunca pareceu tão distante.
Eu sei  que mais nada faz sentido,
mas sabia que você me entenderia.